| Eugênio Gudin (1886 - 1986) |
Administrador e intelectual, o carioca Eugênio Gudin faz parte da história política e econômica do Brasil não só pelas funções que ocupou na empresa privada e no Poder Executivo, mas por sua vasta produção teórica e pelas posições assumidas em importantes momentos da vida nacional.
Formado em engenharia civil pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro em
1905, dirigiu a Pernambuco Tramways and Power e por, trinta anos, foi
diretor da Great Western of Brazil Railway, no Rio de Janeiro.
Paralelamente, presidiu a Associação das Companhias de Estradas de Ferro do
Brasil. Na década de 50 foi presidente da Companhia Paulista de Força e Luz e diretor da Associação Econômica Internacional.
O interesse sempre crescente pelos assuntos econômicos levaram Gudin a
cursar economia em 1922. Dois anos depois, passou a escrever artigos em O
Jornal, do qual era proprietário junto com Assis Chateaubriand.
Em 1938, ele fundou a pioneira Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas, no Rio de Janeiro. Até então, ensinava-se economia nas escolas de Engenharia e Direito.
Entre outras obras, escreveu "Princípios de economia monetária" (1943), o primeiro livro sobre monetarismo publicado no país que se tornou bíblia de uma geração que inclui desde Roberto Campos até Mário Henrique Simonsen, que era primo de Gudin.
Foi chamado diversas vezes para colaborar com o governo Vargas durante o Estado Novo. Em 1944, participou como delegado brasileiro da reunião na qual seriam criados o FMI e o Banco Mundial, em Bretton Woods (EUA). Sua principal contribuição, entretanto, seria dada como ministro da Fazenda de Café Filho, em 1954, quando fixou um rígido controle monetário para deter a inflação. Mas ficou só oito meses no cargo, contrariado com o acordo entre Café Filho e Jânio Quadros, governador paulista na época, que afrouxava a política econômica.
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