Pensadores Brasileiros       

Artigos e Entrevistas de Ives Gandra

Período de 27/1/1994 a 4/11/2001
(excluída a tese de 1947 e algumas entrevistas)
Total: 179 artigos
 

Livros de Ives Gandra na Livraria Cultura

- Comentários à Constituição do Brasil (vol 3 tomo 2, vol 7, vol 3 tomo 3, vol 8, vol 6 tomo 2)
- Comentários à Lei da Sociedade por Ações
- Comentários à Lei de Responsabilidade Fiscal
- Comentário ao Código Tributário Nacional (vol 2)
- Controle Concentrado de Constitucionalidade
- Curso de Direito Tributário
- Curso de Direito Tributário (vol 2)
- Defesa do Contribuinte no Direito Brasileiro
- Desafios do Século XXI
- Dimensões do Direito Contemporâneo
- Direito Contemporâneo
- Direito e Internet
- Direitos Fundamentais do Contribuinte
- A Era das Contradições
- O Estado do Futuro
- Ética no Direito e na Economia
- Imunidades Tributárias
- A Legitimidade do Direito Positivo
- O Livro de Ruth
- Manual de Iniciação ao Direito
- Navegantes do Espaço
- Princípio da Moralidade no Direito Tributário
- Processo Administrativo Tributário
- O Que é o Parlamentarismo Monárquico?
- Questões Atuais de Direito Tributário
- Questões de Direito Constitucional
- Questões de Direito Econômico
- Da Sanção Tributária
- Temas Atuais de Direito Tributário
- Teoria da Imposição Tributária
- Tributação na Internet
- Tributação no Mercosul
- Sistema Tributário na Constituição de 1988
- Vertentes do Direito Constitucional Contemporâneo
- Uma Visão do Mundo Contemporâneo

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Livros de Ives Gandra no Submarino

- Comentários à Constituição do Brasil (vol 1, vol 2, vol 3 tomo 1, vol 3 tomo 2, vol 3 tomo 3, vol 4 tomo 1, vol 4 tomo 2, vol 4 tomo 3, vol 4 tomo 4, vol 5, vol 6 tomo 1, vol 7, vol 8)
- Comentários à Lei de Responsabilidade Fiscal
- Comentário ao Código Tributário Nacional (vol 2)
- A Constituição Brasileira 1988:  Interpretações
- Controle Concentrado de Constitucionalidade
- Curso de Direito Tributário
- Defesa do Contribuinte no Direito Brasileiro
- Desafios do Século XXI
- Dimensões do Direito Contemporâneo
- Direito Contemporâneo
- Direito e Internet
- Empresas Familiares Brasileiras
- A Era das Contradições
- O Estado do Futuro
- Imunidades Tributárias
- O Livro de Ruth
- Manual Esquemático de Direito e Processo do Trabalho
- Navegantes do Espaço
- Poemas
- Questões Atuais de Direito Tributário
- Questões de Direito Administrativo
- Temas Atuais de Direito Tributário
- Teoria da Imposição Tributária
- Tributação no Mercosul
- Da Sanção Tributária
- Uma Visão do Mundo Contemporâneo

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Que Belo Amigo! 
SP., 12/02/2001

Li o olímpico artigo do embaixador do Canadá para a Folha de domingo, em que diz que seu país apenas pretende mostrar que as regras internacionais do comércio que o grupo dos sete –ao qual o Canadá pertence-- determina, com poderosa influência na OMC, para todo o mundo, devem ser respeitadas pelo Brasil. 

Declara o representante do governo canadense do Partido Liberal, pesadamente financiado pela subsidiada empresa de aviação Bombardier --recentemente ganhou concorrência nos Estados Unidos graças a fantástico subsídio estatal-- que ama o Brasil, mas que não se deve aqui tratar, emocionalmente, a reação do Canadá em embargar a carne brasileira, apesar de nunca ter havido um caso de vaca louca no país, mérito que sua nação não pode ostentar. 

No ensejo dessa demonstração de preconceito aristocrático, dada pelo representante de um dos sete mais ricos países, que dirigem a política econômica do globo, sem oitiva de nenhum outro, gostaria de observar que não é emocional lembrar que o GATT, em 1979, convocado em Tóquio pelas grandes nações, em face do 2º choque do petróleo, definiu uma política de protecionismo, no comércio internacional, em favor da economia dos grandes países. 

Não é emocional lembrar que a globalização só foi defendida pelas grandes nações, quando caiu o Muro de Berlim. 

Não é emocional lembrar que as reuniões do GATT e depois da OMC, com regras da OCDE, dirigida pelos países desenvolvidos, sempre foram convocadas pelas grandes nações --e nunca por nações emergentes-- e sempre que os seus interesses maiores poderiam ser prejudicados. 

Não é emocional lembrar que as nações desenvolvidas são imensamente protecionistas nos setores em que não são competitivas (agropecuário, na União Européia; siderúrgico, nos Estados Unidos sem falar nos severos controles de qualidade que o Japão adota, quando não quer importar produtos que possam afetar seus interesses). Impõem, todavia, às nações emergentes a exigência de que abram seus mercados, onde elas não são competitivas e as nações desenvolvidas o são. 

Não é emocional lembrar que apesar de as grandes nações serem as grandes poluidoras do globo, com a utilização de petróleo e derivados, e de não terem conservado suas florestas, pretendem, em nova rodada, estabelecer esquema de punição a ser imposto às nações em desenvolvimento, com a eufemística figura de “dumping ambiental”. Se fosse adotado em nível internacional o combustível derivado da cana, de tecnologia brasileira, certamente, seria drasticamente diminuída a poluição no planeta, e o país alcançaria a independência econômica. As grandes empresas petrolíferas –nenhuma delas controlada pelos países emergentes-, não se interessam, todavia, pela cana, sob a alegação de que o preço do petróleo é mais barato, valendo a pena mandar às favas este tipo de combate à poluição ambiental. 

Não é emocional lembrar que as empresas canadenses no Brasil condenaram a atitude de seu país que, sem nenhuma prova, embargou a carne brasileira, prejudicando a imagem da nação no mundo inteiro. 

Não é emocional lembrar que, na reunião do Conselho do governo canadense, segundo noticiaram os jornais, muitos de seus participantes condenaram a atitude. 

Não é emocional dizer que os políticos financiados pela Bombardier é que decidiram decretar o embargo, por mais que os desmentidos do governo canadense, no melhor estilo de Goebbels, procurassem demonstrar em contrário. A própria imprensa do país setentrional, por alguns de seus jornalistas, criticou a atitude do preconceituoso governo, com visão medieval das relações entre as nações. 

Por fim, é de se lembrar que “civilizado Canadá”, exportador de seqüestradores tudo fez para libertar seus marginais através de tratado até hoje criticado no Brasil. 

Nada mais justo, portanto, que os brasileiros, que se prezam, em relação, não ao povo canadense, mas a seu governo, deixem de comprar produtos de sua nação, buscando outras opções com países amigos e de relacionamento inteligente e democrático. 

Diz o senhor embaixador que admira o Brasil e que é seu amigo. Um país que tem amigos como o embaixador, não precisa ter inimigos ...

Compilado em 10/11/2001
Fonte: Buscas na Internet

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